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China rejeita texto do G20 sobre distorção comercial

À exceção da China, os ministros de Finanças do G20 concordaram nesta terça-feira que os países com superávits comerciais excessivos…

À exceção da China, os ministros de Finanças do G20 concordaram nesta terça-feira que os países com superávits comerciais excessivos devem remover tais distorções, que induzem a dependência acentuada de exportações como motor do crescimento econômico, reporta a Reuters. Leia também: Com foco na China, EUA pedem que G20 reduza desequilíbrios comerciais Europa se irrita com presença de ministro russo em reunião do G20 nos EUA Não há relação normal com Moscou apesar de participação russa em reunião do G20, diz Alemanha O ajuste evitaria restrições indevidas a exportações, conforme entendimento que emergiu na reunião de dois dias, em Asheville, na Carolina do Norte, EUA. No encontro, os participantes debateram formas de estimular o crescimento e remover desequilíbrios. “Os países devem tomar iniciativas para eliminar políticas e práticas que exacerbam desequilíbrios”, disse o comunicado aprovado sem o aval da China. Anfitrião do encontro, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que 19 dos 20 participantes concordaram em abordar as correntes de “exportações baratas”. Fontes dos EUA e da Europa ouvidas pelo Financial Times disseram que Pequim discordou de termos do comunicado em diversas questões, como as relacionadas a esforços para assegurar funcionamento suave de cadeias globais de oferta em segmentos como os de energia, alimentos, fertilizantes e minerais críticos. Bessent disse que instou alguns dos países que tomaram parte na reunião ministerial do G20 a seguir o manual do governo Trump, e usar as tarifas e outras medidas de natureza comercial para corrigir desequilíbrios. Ele lembrou a jornalistas que havia alertado, no início do segundo mandato do presidente Donald Trump de que a “muralha tarifária erguida” pelos EUA significaria que os bens produzidos na China inundariam outros mercados. “Infelizmente eu estava certo”, disse Bessent a jornalistas, à margem da reunião ministerial do G20. “O resto do mundo precisa dar uma boa olhada no que precisa fazer para proteger o emprego de seus cidadãos e a sua base industrial”, acrescentou. Questionada pelo FT sobre a resistência da China aos termos do comunicado, uma fonte sob condição de anonimato respondeu: “Eles são culpados; se estamos preocupados com distorções persistentes, eles são os piores ofensores”. A mesma fonte acrescentou ao FT que uma diferença de 19 a 1 em um comunicado do G20 é algo “inacreditável”. A discordância ocorre três semanas antes da chegada aos EUA do presidente da China, Xi Jinping, para reunião de cúpula com o presidente americano, Donald Trump. E três meses antes da reunião de presidentes do G20, que assim como a reunião de ministros, também ocorrerá nos EUA, desta vez em Miami, Flórida.

Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “China rejeita texto do G20 sobre distorção comercial”?
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Camila Pacheco

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