INTERNACIONAL

FTC diz que pedidos de isenção antitruste e regulação por empresas de IA geram ‘profunda desconfiança’

O presidente da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês), Andrew Ferguson, afirmou nesta terça-feira…

O presidente da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês), Andrew Ferguson, afirmou nesta terça-feira (15) que “todos deveriam desconfiar profundamente” de empresas de inteligência artificial que pleiteiam isenções às leis antitruste ao mesmo tempo em que pressionam por novas regulamentações para o setor. Ferguson ressaltou que expressava sua opinião pessoal e não citou diretamente a Anthropic, cujo CEO defendeu publicamente na semana anterior uma autorização antitruste especial para permitir que concorrentes coordenem uma desaceleração no ritmo de desenvolvimento da IA diante de riscos de segurança. As declarações representam o primeiro sinal público sobre a postura do governo de Donald Trump em relação a essa proposta, além de evidenciarem como a criação de normas para a inteligência artificial é, por vezes, interpretada como uma manobra de grandes empresas de tecnologia para sufocar competidores. Ferguson fez os comentários durante evento na Universidade de Georgetown, em Washington, pontuando que as diretrizes federais para a área caberão ao presidente, Donald Trump. “De maneira geral, quando vejo empresas vindo simultaneamente a Washington para demandar um pacote de regulações e, ao mesmo tempo, uma isenção antitruste, todos os meus alarmes disparam”, afirmou. “Elas estão pedindo barreiras de entrada que blindem suas posições consolidadas contra novos concorrentes. E penso que, ao combinar isso ao pedido de dispensa antitruste, todos deveriam ter uma profunda desconfiança a respeito”, acrescentou. Na semana passada, o diretor-presidente da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração deliberada no avanço dos modelos de IA, além de uma exceção às proibições legais de cooperação entre rivais de mercado. Segundo o executivo, agentes autônomos de IA poderiam adquirir capacidade técnica para derrubar a internet em até seis meses, gerando prejuízos bilionários. AP Photo/Cliff Owen/Arquivo

Pontos-chave

  • O presidente da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês), Andrew Ferguson, afirmou nesta terça-feira (15) que “todos deveriam desconfiar profundamente” de empresas de inteligência artificial que pleiteiam isenções às leis antitruste ao mesmo tempo…
  • Ferguson ressaltou que expressava sua opinião pessoal e não citou diretamente a Anthropic, cujo CEO defendeu publicamente na semana anterior uma autorização antitruste especial para permitir que concorrentes coordenem uma desaceleração no ritmo de desenvolvimento da IA diante de riscos…
  • As declarações representam o primeiro sinal público sobre a postura do governo de Donald Trump em relação a essa proposta, além de evidenciarem como a criação de normas para a inteligência artificial é, por vezes, interpretada como uma manobra de…
  • Ferguson fez os comentários durante evento na Universidade de Georgetown, em Washington, pontuando que as diretrizes federais para a área caberão ao presidente, Donald Trump.

Síntese

Em síntese, “FTC diz que pedidos de isenção antitruste e regulação por empresas de…” reúne os seguintes desdobramentos: “De maneira geral, quando vejo empresas vindo simultaneamente a Washington para demandar um pacote de regulações e, ao mesmo tempo, uma isenção antitruste, todos os meus alarmes disparam”, afirmou. “Elas estão pedindo barreiras de entrada que blindem suas posições consolidadas contra novos concorrentes. E penso que, ao combinar isso ao pedido de dispensa antitruste, todos deveriam ter uma profunda desconfiança a respeito”, acrescentou. Na semana passada, o diretor-presidente da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração deliberada no avanço dos modelos de IA, além de uma exceção às proibições legais de cooperação entre rivais de mercado. Segundo o executivo, agentes autônomos de IA poderiam adquirir capacidade técnica para derrubar a internet em até seis meses, gerando prejuízos bilionários.

Perguntas frequentes

Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.

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Gustavo Azevedo

Gustavo Azevedo

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