NEGÓCIOS

Moody's vê melhora gradual na CSN, mas diz que avanço ainda é insuficiente para reduzir risco

A Moody’s Local acredita que a CSN apresentou avanços operacionais e financeiros nos últimos meses, mas considera que os progressos…

A Moody’s Local acredita que a CSN apresentou avanços operacionais e financeiros nos últimos meses, mas considera que os progressos ainda são insuficientes para alterar o perfil de risco da companhia. A agência de classificação de risco mantém o rating da companhia siderúrgica em revisão para possível rebaixamento e afirma que a execução do plano de venda de ativos permanece essencial para o reequilíbrio da estrutura de capital. Na avaliação dos analistas Alain Nicolau, Patricia Maniero e Felipe Lima, a siderurgia apresentou sinais de recuperação, com a margem Ebitda subindo para 10,5% no segundo trimestre. No entanto, a demanda fraca por aço ainda limita aumentos de preços e coloca dúvidas sobre a sustentabilidade dessa melhora. Enquanto isso, os negócios de mineração e cimento continuam sendo os principais pilares de geração de resultados, sendo que a divisão de cimento registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorde no período. Análise: Saída de Steinbruch impulsiona CSN; ainda há um longo caminho para recuperar o valor perdido Schvartsman, ex-Vale, assume CSN; Steinbruch será ‘chairman’ A Moody’s também destacou os avanços na administração da dívida, incluindo o alongamento de vencimentos bancários e a troca da maior parte dos “bonds” de 2028 por títulos com vencimento em 2030. Apesar disso, a agência ressalta que a alavancagem segue elevada, em 5,4 vezes Ebitda, e que a companhia continua dependente da venda de ativos para reduzir riscos de refinanciamento e melhorar sua posição financeira. Segundo a agência, a conclusão da venda da operação de cimento, esperada para o terceiro trimestre, representará apenas parte da solução. A recuperação definitiva do perfil de crédito da companhia dependerá tanto da retomada mais consistente da rentabilidade da siderurgia quanto da concretização de outros desinvestimentos previstos no plano de captação de recursos da CSN. Dado Galdieri/Bloomberg

Pontos-chave

  • A Moody's Local acredita que a CSN apresentou avanços operacionais e financeiros nos últimos meses, mas considera que os progressos ainda são insuficientes para alterar o perfil de risco da companhia.
  • A agência de classificação de risco mantém o rating da companhia siderúrgica em revisão para possível rebaixamento e afirma que a execução do plano de venda de ativos permanece essencial para o reequilíbrio da estrutura de capital.
  • Na avaliação dos analistas Alain Nicolau, Patricia Maniero e Felipe Lima, a siderurgia apresentou sinais de recuperação, com a margem Ebitda subindo para 10,5% no segundo trimestre.
  • No entanto, a demanda fraca por aço ainda limita aumentos de preços e coloca dúvidas sobre a sustentabilidade dessa melhora.

Síntese

Em síntese, “Moody's vê melhora gradual na CSN, mas diz que avanço ainda é…” reúne os seguintes desdobramentos: Enquanto isso, os negócios de mineração e cimento continuam sendo os principais pilares de geração de resultados, sendo que a divisão de cimento registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorde no período. Análise: Saída de Steinbruch impulsiona CSN; ainda há um longo caminho para recuperar o valor perdido Schvartsman, ex-Vale, assume CSN; Steinbruch será ‘chairman’ A Moody's também destacou os avanços na administração da dívida, incluindo o alongamento de vencimentos bancários e a troca da maior parte dos “bonds” de 2028 por títulos com vencimento em 2030. Apesar disso, a agência ressalta que a alavancagem segue elevada, em 5,4 vezes Ebitda, e que a companhia continua dependente da venda de ativos para reduzir riscos de refinanciamento e melhorar sua posição financeira. Segundo a agência, a conclusão da venda da operação de cimento, esperada para o terceiro trimestre, representará apenas parte da solução. A recuperação definitiva do perfil de crédito da companhia dependerá tanto da retomada mais consistente da rentabilidade da siderurgia quanto da concretização de outros desinvestimentos previstos no plano de captação de recursos da CSN.

Perguntas frequentes

Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.

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Thiago Carvalho

Thiago Carvalho

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