NEGÓCIOS
Quantas empresas pediram recuperação judicial em 2026?
O Grupo Gennius, dono do Habib’s e do Ragazzo, o Grupo Casas Bahia, Lojas Marabraz e o Grupo Toky, dona…

O Grupo Gennius, dono do Habib’s e do Ragazzo, o Grupo Casas Bahia, Lojas Marabraz e o Grupo Toky, dona da Tok&Stock e Mobly, são todas empresas que entraram com pedidos de recuperação judicial este ano. A necessidade de pedir proteção judicial para reestruturar as dívidas, porém, não afeta apenas essas companhias gigantes. Ao final do primeiro semestre, 6.341 negócios estavam em recuperação judicial no país, um patamar recorde, segundo o Monitor RGF-BIZDOC. Esse número representa um crescimento anual de 6,2% no total de empresas que precisavam de ajuda para renegociar as suas dívidas. Apesar do recorde, o relatório interpreta que há uma desaceleração no crescimento de pedidos de recuperação judicial. O aumento registrado agora de 6,2% é menor que os 14,1% obtidos no segundo semestre de 2025 e de 7,3% no primeiro semestre de 2025, segundo os dados apresentados. Entre as empresas consideradas grandes ou muito grandes, o Monitor aponta para uma alta de 6% no número de recuperações judiciais, chegando a 1.028 companhias. Ainda assim, o estudo aponta que as empresas gigantes, como a Raízen, o GPA e a Oncoclínicas, passaram a buscar soluções fora da justiça. “A recuperação extrajudicial virou a porta preferencial do grande devedor (Raízen, com dívida de R$ 65 bilhões; GPA, com R$ 4,6 bilhões; Oncoclínicas, com R$ 5,1 bilhões) — mais rápida, mais barata e menos estigmatizada”, escreve o relatório. “Na base, o encarecimento do crédito e a compressão de margens empurraram micro e pequenas para um instrumento que antes elas quase não usavam.” Qual a diferença entre as recuperações judicial e extrajudicial? Na prática, as duas recuperações têm como objetivo refazer o perfil da dívida da companhia e são regulamentadas pela Lei de Falências e Recuperação de Empresas (Lei nº 11.101 de 2005). A diferença é que a judicial é conduzida pelo poder Judiciário em todas as suas fases, enquanto na extrajudicial, a empresa negocia diretamente com parte ou a totalidade dos seus credores para chegar a um acordo que, uma vez aceito, será homologado pela Justiça. Casos de falência O Monitor RGF-BIZDOC também mostra que o número de empresas falidas voltou a crescer no primeiro semestre de 2026, após passar 2025 estável. Ao todo 66 empresas faliram este ano, elevando para 2.798 o número de empresas mapeadas pela organização. Do total, 38 casos foram registrados no segundo trimestre, após o Superior Tribunal de Justiça decidir que o Fisco pode pedir a falência de devedores quando a cobrança tradicional de impostos não funciona. Essa decisão judicial levou à falência do Grupo Victor Hugo, que tinha uma dívida fiscal de cerca de R$ 1,2 bilhão, e do Grupo Dolly, que devia R$ 15,75 bilhões à União e ao Estado de São Paulo.
Perguntas frequentes
Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.
- Sobre o que trata “Quantas empresas pediram recuperação judicial em 2026?”?
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