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Ram confirma volta da 1500 com motor V8 Hemi ao Brasil para 2027
A Ram causou uma grande polêmica ao tirar o clássico motor V8 Hemi de linha nos Estados Unidos, para atender…

A Ram causou uma grande polêmica ao tirar o clássico motor V8 Hemi de linha nos Estados Unidos, para atender as normas de emissões, substituído por um seis-cilindros. Com as mudanças nas regras nos EUA, o propulsor voltou a equipar a picape e essa movimentação será realizada também no Brasil.
O retorno da motorização clássica foi confirmado por Juliano Machado, vice-presidente da Ram para América do Sul, como revela o site Auto+. A declaração foi feita durante a apresentação nacional da versão de entrada Big Horn. O executivo ainda confirmou que a 1500 será vendida com duas opções de motorização, adiantando que o 3.0 Hurricane não sairá de linha.
Apesar de defender o desempenho do 3.0 biturbo de seis cilindros, a Ram não teve escolha e precisou retomar a oferta do propulsor Hemi após notar a resistência dos clientes mais tradicionais. Essa pressão comercial ganha ainda mais peso quando se observa a movimentação da concorrência, já que as principais rivais diretas, Ford F-150 e Chevrolet Silverado, continuam equipadas com seus tradicionais motores de oito cilindros.
A volta da caminhonete com o propulsor antigo não decreta o fim das opções turbinadas. Pelo contrário, a estratégia desenhada é oferecer as duas mecânicas simultaneamente, atendendo a perfis diferentes de uso e de orçamento. As versões equipadas com a configuração V8 devem ocupar um espaço próprio e isolado na gama, garantindo a separação entre quem busca eficiência técnica e quem faz questão da sonoridade característica e da liturgia dos blocos grandes.
Contudo, a estreia efetiva nas concessionárias brasileiras exigirá paciência por parte dos compradores. A necessidade de adaptar e homologar a mecânica às novas e rígidas normas de emissões locais empurra a janela de lançamento para 2027. Até que os trâmites burocráticos sejam concluídos, a atual linha equipada com o seis cilindros mantém seu protagonismo sem alterações no portfólio.
Debaixo do capô, a receita técnica foge de inovações complexas. A montadora optou por não gastar recursos no desenvolvimento de um bloco inédito, preferindo resgatar a arquitetura tradicional do Hemi 5.7, com direito a comando no bloco e apenas duas válvulas por cilindro. Essa é exatamente a mesma escola de engenharia adotada pela General Motors na rival Silverado, priorizando a confiabilidade em detrimento da sofisticação tecnológica.
O conjunto entrega 400 cv e 56,7 kgfm, os mesmos números de rendimento registrados antes de o motor sair de cena. Atualmente, o motor ainda conta com a tecnologia batizada como eTorque, que nada mais é do que um sistema híbrido leve de 48V. No entanto, a eletrificação pode nem chegar ao Brasil, pois a Ram confirmou que vai tirá-la de linha nos EUA.
Na prática, a configuração de 400 cv rende menos do que o moderno motor seis cilindros biturbo. Ainda assim, ele assume o papel de equipamento opcional com forte apelo emocional. A situação é tão peculiar que, em outros mercados, algumas versões equipadas com a mecânica aspirada chegam a custar mais caro do que as opções sobrealimentadas.
A Stellantis antecipou que a novidade chegará em roupagens específicas, o que indica que não haverá sobreposição com as picapes já importadas para cá. Uma das alternativas mais especuladas é o resgate da versão Rebel. Com foco voltado para o uso fora de estrada, a configuração criaria uma ponte comercial natural com a irmã menor Rampage Rebel, fortalecendo a identidade aventureira da marca.
Outra possibilidade analisada envolve o retorno de um conceito esportivo focado em asfalto, revivendo opções como a Rumble Bee. Esse tipo de picape, muito popular em décadas passadas, aposta em suspensão mais firme, pneus urbanos e para-lamas alargados. A vertente mais extrema desse segmento é a TRX, feita para o off-road de alta velocidade para espelhar a proposta da linha Raptor da Ford.
Perguntas frequentes
Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.
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